Preservação Ambiental  
   
A bióloga e aluna do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Alídia Ribeiro, está desenvolvendo em seu mestrado, uma pesquisa que visa, além de identificar as plantas encontradas dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Hidrominas Santa Maria (Parnamirim – RN), realizar o estudo das potencialidades intrínsecas à vegetação.

Essa APA possui cerca de 8ha, e dentro desse espaço que compreende também a Fonte da Água Mineral Santa Maria, onde tem sido encontrados principalmente representantes de mata Atlântica, o que explica sua rica biodiversidade.

A pesquisadora já encontrou várias plantas que possuem, além de propriedades medicinais, grande utilidade do ponto de vista paisagístico, e todas podem vir a ser utilizadas em futuros projetos de recomposiçºao de mata ciliar, aliados a conscientização ambiental.

Na APA também é encontrado o pau-brasil em várias fases de desenvolvimento, árvore que se encontra ameaçada de extinção e que tem importância histórica em nosso país.

Várias excursões para coleta de material botânico foram realizadas na área, onde foram registradas 57 espécies diferentes, distribuídas em 42 gêneros e 34 famílias, onde as famílias mais representativas encontradas foram LEGUMINOSAE (família do pau-brasil) e ASTERACEAE (família do girassol e da camomila).

O projeto está em andamento e sua conclusão está prevista para o final de 2005.

E-mail: alidia_ribeiro@yahoo.com

Ipomoea hederifolia - Convolvulaceae
Liana - Citada em como planta daninha (KISSSMANN & GROTH 1992) que dificulta a colheita, e como ornamental, ideal para a cobertura de grades e muros (LORENZI 2001); multiplica-se facilmente através de sementes, que podem ser postas para germinar o ano todo.

 

Serjania laxiflora - Sapindaceae
Liana – não foi encontrada citação etnobotânica ou ecológica em literatura até o momento.

 

Plumbago scandens - Plumbaginaceae
Subarbusto. Os curandeiros aplicam sinapismos das folhas na nuca dos insanos, vindo daí o nome de “louco” (BRAGA 1953); citada pela “EMBRAPA Gado de Corte” como planta do pantanal tóxica para bovinos (AFONSO & POTT em 21.11.2005 www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/livros/plantastoxicas/)

 

Melochia tomentosa - Sterculiaceae
Erva. Conhecida no Piauí como “Mutamba-de-roça”, e em Pernambuco como “Capa-bode”; sem citação etnobotânica ou ecológica em literatura até o momento.

 
Polygala spectabilis - Polygalaceae
Arbusto. Conhecida como “Caamembeca”. Citada como anti-diarréica, antiofídica, béquico, expectorante e sudorífera; tóxica para o gado.
www.plantamed.com.br/PG/TEXTOS/NCP/
Polygala_spectabilis.htm
 
Escheweilera ovata - Lecythidaceae
Árvore. Conhecida como “Biriba”. A madeira é empregada na construção civil e naval, bem como para outros serviços de marcenaria. As sementes são comestíveis muito procuradas por morcegos frugívoros. A árvore é ornamental e indicada para uso paisagístico (LORENZI 2002)
 
Caesalpinia echinata - Leguminosae
Árvore. Pau-brasil. Consta da lista do IBAMA (Portaria 37/92) como ameaçada.
 
Simaba cedron - Simaroubaceae
Árvore. Conhecida como “Pau-de-gafanhoto”. Sem citação etnobotânica ou ecológica encontrada até o momento.
 
Guazuma ulmifolia - Sterculiaceae
Árvore. Conhecida como “Mutamba preta”. Na medicina doméstica, a entrecasca é usada como adstringente e em loções para impedir a queda do cabelo (BRAGA 1953). De rápido crescimento, é indispensável nos reflorestamentos heterogêneos destinados à recomposição de áreas degradadas de preservação (LORENZI 2002).
 

Piptadenia moniliformis - Leguminosae
Árvore. Conhecida como “Jurema-preta”. De rápido crescimento, é indicada para a composição de reflorestamentos heterogêneos com fins preservacionistas.